Mais um fim de semana que se passa. E só posso dizer que foi muito bom. Como sempre acredito que tudo seja muito bom nessa vida... rsrs...
Era para ser um simples fim de semana com amigos e colegas, jogando conversa fora, se distraindo e deixando tudo seguir seu caminho, sem qualquer tipo de stress...
Mas foi um fim de semana aonde muito pontos foram revistos, muitos tópicos tocados, muitas frustrações e sucessos retornaram. Foi tocado assuntos até esquecidos dentro de mim. Vi mulheres que amei retornarem nestes assuntos e ver que ainda estão vivas dentro de mim com uma força absurda. Que mesmo ausentes neste período ainda moldam meu modo de agir, minhas atitudes e meu modo de ver a vida. Percebi que fiz muita coisa em nome destes amores, percebi que perdi muitas coisas boas pelo simples fato de querer fazer sempre o que achava ser o certo, de querer ser livre e levar a minha vida do modo que queria. Deixei escapar mulheres incríveis para ficar com outras também incríveis. Deixei de fazer o que seria perfeito para mim pelo simples fato delas me imporem que eu teria que fazer, pois pensava que elas estavam achando que com isso eu fosse tornar perfeito para os padrões que elas queriam. Percebi que não, apenas achavam que seria importante para mim naquele momento. Cai de pedestais que me colocaram quando viram que sou um simples mortal, com milhões de defeitos e qualidades. Tive brigas homéricas por questões sem total importância, que bastava eu deixar para lá e seguir em frente, deixando de lado meu ponto de vista, nem sempre certo como eu acreditava. E isso é algo totalmente cabível para mim. Sempre acredito que as pessoas fazem certo, mesmo quando as outras julgam que estão erradas, pois cada um tem seu ponto de vista. E para a pessoa, seu ponto de vista é o certo. Deveria ter dado ouvido a estas conversas. Deveria ter sido menos racional em muitas questões. Deveria sim ter pensado menos em meu trabalho em muitos momentos, mas pensar no melhor para os outros sempre foi mais importante do que pensar no que é melhor para mim. Deveria sim ter dados as chances para eu ser o que imaginavam e dar a felicidades para elas do modo como queriam e precisavam naquele momento. Deveria ter pensado mais em seus pontos de vistas, suas cobranças, mesmo que, na maioria das vezes eram infundadas. Deveria ter sido mais aberto em muitas questões. Para evitar qualquer sofrimento ou angústia. E com as cobranças qualquer amor existente na época também foi me passando. Foi se apagando.
Em meio de conversas perdidas ao acaso com amigos neste fim de semana, uma a uma foi sendo citada por pessoas diferentes, cada um achando que eu ainda não havia as esquecido, que a história ainda não teve fim. Seria hipócrita da minha parte se dissesse que era isso mesmo, pois acredito que por mais que estejam presentes em minha vida, em meus pensamentos, em meu coração, todas tiveram o fim que tinha que ocorrer.
Perdi muita coisa por besteira, perdi muita coisa por medo de perder, seja um resto de amizade, seja qualquer outro atributo que poderia sobrar. Deveria ter lutado mais. Ainda vivo neste jogo de perder muito por este medo, deixando de viver muita coisa que poderia ser vivida intensamente apenas pelo fato de não afastar o que já existe, mas que não me completa. Continuo o cara complexo, quase sempre feliz, sempre amigo de todos, animando e mostrando um lado positivo que devam enxergar. Mas até que ponto isso é bom para mim, para a minha vida. Até que ponto isso não afasta realidades que deveriam acontecer, novamente pelo medo de perderem esta amizade, de perderem o alicerce que tem. Até que ponto deixo de vivenciar o que me é predestinado, apenas por medo de ambas as partes, de sair da rotina, da zona de conforto e entrar num turbilhão de coisas que pode ocorrer na vida.
E as conversas foram se sucedendo, particularidades faladas, escolhas que haviam sido feitas, pessoas de fora que achavam que eu era perfeito com tal pessoa e deveria ainda estar com ela. Sempre me mostrei o mais aberto do namorado, do amigo, do amante. Sempre tentei dar o melhor, mas nem sempre conseguimos fazer o melhor. E nem sempre soube o que era o melhor. Neste tempo houve muitas discórdias, muitas coisas resolvidas, e muito do meu pensamento me cobrando, que se tivesse tido outra atitude, tudo poderia estar perfeito. Ainda consigo ver o amor nos olhos da maioria delas, o que me faz pensar mais ainda o que deveria ter feito. Já ouvi muita coisa, conversas que não me esqueceram, que ainda pensam em mim, que me querem por perto, fazendo parte de suas vidas, mas as atitudes muitas vezes me mostram o contrário. Ou não.
Mas a vida tem um plano que não sabemos qual é. Tento fazer a minha parte do melhor modo possível, mesmo errando demais e acertando pouco. Erro pelo excesso ou pela total falta. E vou seguindo a vida como acho que deve ser, mesmo estando completamente errado neste ponto. Não sei qual o meu caminho predestinado, mas estou aberto para ele.
E vi que este foi o resultado de um simples fim de semana, que deveria ter sido apenas algumas reuniões, ou alguma baladas com amigos e conhecidos. Mais um fim de semana marcante, que me trouxe muitas resoluções para questões até então guardadas dentro de mim, inconcluidas até este momento. Me trouxe muitas saudades. Me levou a momentos perfeitos, momentos inesquecíveis que estarão para sempre dentro de mim, mesmo que eu queira os esquecer. Me mostrou que não consegui e nunca conseguirei apagar qualquer uma destas mulheres de minha vida por mais que queira e tente. Nunca conseguirei apagar qualquer pessoa mesmo, pois todas tiveram seu momento, tudo sempre se tornou inesquecível.
E agora é deixar rolar, com muitas coisas resolvidas internamente, muitos pensamentos aflorando de uma forma absurda que tudo deu certo, tudo teve seu momento perfeito, tudo deveria acontecer deste modo.
E o futuro é só esperar que a vida se incumbe de mostrar...